Regressado de Londres anteontem, e com um enorme sorriso pelos resultados que consegui, hoje foi dia de curtir com a família extendida. De Lisboa os pais, de Fátima uns amigos seus muito chegados, de Vigo os Castros, e daqui do Porto nós os 5. Foi um bom almoço no Abadia, seguido de um passeio pela animada zona de Miguel Bombarda. E foi no meio desse meio que encontrei dois importantes personagens do meu passado.
Linguísitica
Pssst! Viro a cabeça mas não me apercebo de onde vem o som. Pssst! Aí não restavam dúvidas. Da altivez do seu metro e sessenta, 70 anos, ar confiante, quase austero mas igualmente cativante, solta uma pergunta em formato de ordem: “Quem sou eu?”
O que os meus olhos tinham identificado os meus ouvidos tinham ali oportunidade para confirmar. A resposta saiu-me numa fracção de segundo: Professora Carmen. Era a minha antiga professora de Português (do 6º ao 9º ano), de quem sempre guardei as melhores recordações. Com ela não se brincava, isso é que não! Mas tinha-se ensino de qualidade e uma sensação de que comunicar bem era algo de importante para o nosso futuro, e de que a confiança cria carisma. Muito de quem sou hoje o devo a ela e guardo as melhores recordações.
E a Lara também a conheceu, com o sorriso de espanto de estar a conversar com uma lenda viva, a professora “de antigamente” que tinha obrigado o puto João a escrever 500 vezes a palavra Português como castigo por dois erros crassos num (sic) “Teste de Portuges”. Ouch. Ainda me lembro
Iniciação musical
E ainda eu estava espantado e felissíssimo com este encontro inesperado quando dou de caras com alguem um pouco mais novo (50 e picos) no alto do seu metro e noventa e tal. Era o Rui, meu primeiro professor de música na Teclado há 30 anos. O homem que me introduziu ao instrumental Orff, que me ensinou a ler música, que me ensaiou em peças de pequena orquestra que adorava. Era também co-piloto de Rally na altura. Hoje, fiquei a saber, está na Escola Superior de Educação como docente na área da música e trocou os carros pelas motos. Outro prof marcante.
E com isto um dia fixe tornou-se num dia fabuloso.
J


John:
São realmente as pequenas coisas que nos reconciliam com a vida. Tantas vezes passamos por detalhes que parecem insignificantes e não lhes damos o devido valor e por isso acabamos por esquecer que são esses “pequenos detalhes” que fazem toda a diferença.
Este teu episódio fez-me lembrar alguns reencontros que tive com alguns professores e antigos colegas e que esses dias me fizeram sorrir por verificar que alguém que tinha marcado a minha vida tinha também ficado marcado pela minha passagem na sua vida…
Beijocas
Isabel